Hoje sinto-me bem.
Em sintonia com o mundo, com a vida, com aquilo que conheço.
Foi um dia normal.
Passo a explicar:
Casa - (9h) trabalho - casa (22h)
De dia para dia vou tentando fazer um upgrade à minha pessoa.
Não faço back ups com regularidade.
Só aos files mais importantes.
Dizem que sou individualista, egoísta, que só penso em mim.
Já me questionei acerca deste assunto.
Na verdade, não raras vezes.
Olho para o meu passado e visualizo uma vida de entrega, por inteiro, aos valores e normas pelos quais fui educada.
Não quero com isto vangloriar-me, muito pelo contrário. Só tento sondar o meu interior e as minhas atitudes no sentido de encontrar o fio condutor desse pensamento que têm tecido a meu respeito.
Deus me tem abençoado imenso, não sendo eu merecedora. Mesmo quando não somos fiéis, Ele permanece fiel. Acredito que Deus tem feito prodígios e maravilhas na minha vida, não por de mim, mas pelos meus ascendentes; nomeadamente: Iolanda Rodrigues de Araújo - avó, e Marta Araújo - mãe.
Só peço a Deus que continue dando vida e saúde aos meus velhos (Mãe e Zezinho | Vó e Vô). Que saudade que tenho deles!
Nem sempre temos a possibilidade de estar junto de quem gostamos. Nessa área, sou doutora.
Mas sei que um dia, espero que para breve, estaremos todos juntos novamente.
(A saudade está apertando a minha garganta agora. Não tenho forças para combatê-la.)
A ideia de viver uma perda nessa área, de vez em quando passa pela minha cabeça.
Choro cada vez que isso acontece.
Não suporto pensar que, segundo o curso normal da vida, isso é uma certeza.
É demasiado real.
Embora às vezes pareça, a vida não é um churrasco.
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